Lobombom e a Pequena Estrela
Naquela noite, uma estrelinha bem pequena estava prestes a ensinar uma grande lição ao Lobombom.
A floresta estava quietinha. As árvores balançavam devagar, as flores fechavam as pétalas, e a lua brilhava lá no alto como um cobertor prateado. Mas, dentro da sua casinha aconchegante, o Lobombom não conseguia dormir.
Ele abraçou o travesseiro azul e ouviu o silêncio da noite. Tudo parecia em paz. Mas o coração dele não estava.
No dia seguinte, o Lobombom tinha prometido cantar uma canção de ninar para os amiguinhos da floresta. Todos estavam animados: os coelhinhos, os passarinhos sonolentos e até o ouricinho tímido. Mas o Lobombom se sentia muito pequeno.
“E se a minha voz tremer?”, sussurrou. “E se eu esquecer a música?” E puxou o cobertor até o focinho.
Ele ainda não sabia, mas antes do amanhecer ia aprender uma coisa importante: coragem nem sempre faz barulho. Às vezes, ela começa como uma luz pequenininha dentro do coração.
De repente, algo brilhou do lado de fora da janela. O Lobombom espiou. Uma estrelinha tinha caído, bem devagar, perto do jardim. Não era maior que um botão, mas brilhava com uma luz dourada e quentinha.
“Oh”, disse o Lobombom. “Você está perdida?”
A estrelinha piscou de leve. “Eu estava tentando brilhar”, respondeu. “Mas o céu parecia grande demais.”
O Lobombom ficou surpreso. “É assim que eu estou me sentindo.”
A estrelinha olhou para ele com ternura. “Então talvez a gente possa ser corajoso junto.”
O Lobombom respirou fundo, colocou o cachecol macio e deu um passinho para fora. A floresta não parecia assustadora. Parecia quieta. Parecia gentil.
Os dois caminharam entre folhas prateadas, cogumelos adormecidos e um laguinho que guardava o reflexo da lua. O Lobombom deu um passinho. Depois outro. E o coração dele foi ficando mais leve.
No alto da colina, a estrelinha sussurrou: “Olhe.”
O céu estava cheio de estrelas. Algumas brilhavam muito. Outras eram pequenininhas.
“Será que elas também sentem medo?”, perguntou o Lobombom.
“Talvez”, respondeu a estrelinha. “Mas elas brilham mesmo assim.”
O Lobombom fechou os olhos e fez uma oração simples: “Obrigado, Deus, pelo amor, pela luz e por ajudar os corações pequenos a serem corajosos.” E a estrelinha brilhou um pouco mais forte.
Na noite seguinte, diante dos amigos, a voz do Lobombom tremeu um pouquinho. Mas ele cantou mesmo assim. E a canção saiu doce, calma e cheia de luz. Os coelhinhos se aconchegaram. Os passarinhos fecharam os olhinhos. E o ouricinho tímido sorriu.
O Lobombom percebeu que não precisava ser perfeito para ser corajoso. A coragem pode começar com um passo pequeno, um amigo bondoso e uma luzinha acesa dentro do coração.
Durma bem, pequeno coração.
O que essa história ensina
- Sentir medo antes de algo importante é normal, até para quem é corajoso.
- Ninguém precisa ser perfeito para ser corajoso: basta dar o primeiro passinho.
- Orar antes de dormir acalma o coração e entrega a preocupação a Deus.
Para fazer junto
Estrelinha da coragem (antes de dormir). Recortem juntos uma estrela de papel amarelo e escrevam nela uma coisa que seu filho vai enfrentar amanhã (uma apresentação, o primeiro dia na escola, uma consulta). Colem perto da cama e façam a oração do Lobombom. No dia seguinte, conversem: “Sua voz tremeu? E mesmo assim você fez!”
Para ver o céu: numa noite limpa, olhem as estrelas pela janela e procurem a menor de todas. Ela também está brilhando.
Se seu filho está sem sono por causa de algo que vai acontecer amanhã, não diga "não precisa ter medo". Diga "tudo bem sentir medo, o Lobombom também sentiu". Depois respirem juntos e façam a oração da história, trocando as palavras pelo que ele está sentindo.
Versículo“Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro.” Salmo 4:8