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Histórias › Fé

O Mural de Obrigado

Fé 4 a 7 anos 6 min Vídeo + texto

O vídeo abre pelo YouTube.

A tarde ia chegando ao fim na escolinha da floresta. Pela janela redondinha, a luz do sol entrava devagar e deixava tudo com uma cor quentinha e dourada. Lá fora, os grilos já cantavam baixinho.

Dentro da sala, todo mundo se preparava para ir embora. O Tico guardava os lápis de cor, um por um. O Zeca arrumava a mochila, cantarolando. O Lobombom ajudava a professora Judith, a coruja, a organizar os livros na estante. E, no cantinho perto da janela, a Nina, a ursinha, estava bem quietinha, olhando para fora.

Antes de todos saírem, a Judith bateu palminhas de leve. “Que tal brincarmos de Mural de Obrigado?”, disse ela, apontando para o quadro vazio na parede. “Cada um cola aqui algo que agradece hoje. Pode ser grande ou pequenininho.”

Os olhos do Tico brilharam. Ele colou o desenho de uma árvore cheia de frutas. “Agradeço pela árvore perto de casa. Ela sempre tem fruta para dividir.”

O Zeca colou um desenho dele pulando bem alto, com os amigos torcendo. “Eu não conseguia pular tão longe sozinho. Foi com a ajuda de vocês que aprendi.”

O Lobombom colou um desenho simples de todos juntos e agradeceu só por estar ali, naquele fim de tarde, com os amigos.

A Nina continuava parada, de mãos vazias. Por dentro, pensava: será que não tinha nada de bom para agradecer? Ela era tão grande, tão diferente dos amigos… será que também tinha lugar naquele mural?

A Judith percebeu o silêncio da ursinha. Sentou-se ao lado dela e perguntou, com toda a calma do mundo: “O que você está sentindo, Nina?”

Bem baixinho, a Nina contou que sentia que nada de bom acontecia com ela. Que ser tão grande não parecia um presente. Parecia só… diferente.

Foi o Zeca quem falou primeiro. “Nina, você lembra quando eu caí da árvore? Foi o seu abraço que me fez parar de chorar. Um abraço bem grande e bem quentinho.” E o Tico completou: “É verdade! Ninguém abraça como você!”

A Judith sorriu. “Ser diferente também é um presente, Nina. Cada um de nós agradece por uma coisa diferente, e está tudo bem assim.”

Devagarinho, um sorriso apareceu no rosto da ursinha. Ela desenhou um coração bem grande e colou no meio do mural. “Eu agradeço por ser do jeito que eu sou”, disse, ainda um pouco tímida. “E por ter amigos que me enxergam assim.”

O mural ficou completo e colorido. Todo mundo comemorou junto, e no fim veio um abraço de todos, bem grandão e apertado, puxado pela própria Nina. O abraço mais gostoso da tarde inteira.

Lá fora, o sol ia embora. Um por um, os amigos se despediram e seguiram para casa. A Nina caminhava sorrindo, mais leve do que tinha chegado.

E a sala ficou quietinha, com o mural brilhando na última luz da tarde. Porque, se a gente parar para procurar, sempre existe um motivo para dizer obrigado.

O que essa história ensina

  • Sempre existe um motivo para agradecer, grande ou pequenininho.
  • Ser diferente também é um presente de Deus.
  • Às vezes os amigos enxergam em nós o que a gente ainda não enxerga.

Para fazer junto

Mural de Obrigado da família (uma semana). Cole uma folha na geladeira ou na porta do quarto. Toda noite, antes de dormir, cada um da casa desenha ou escreve uma coisa pela qual agradece naquele dia. No domingo, leiam o mural juntos e façam uma oração de agradecimento.

Para conversar: diga ao seu filho uma coisa que você admira nele, como o Zeca fez com a Nina. Depois pergunte: “E você, o que gosta em você?”

Dica para os pais

Hoje, na hora de dormir, cada um diz uma coisa boa que aconteceu no dia, mesmo pequenininha. Se seu filho disser que não tem nada, ajude como o Zeca ajudou a Nina: lembre algo bom que ele fez ou viveu. Terminem com um obrigado a Deus.

Versículo

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” 1 Tessalonicenses 5:18