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Histórias › Tristeza

O Bonequinho Perdido do Zeca

Tristeza 4 a 7 anos 4 min de leitura Vídeo + texto

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Era uma tarde ensolarada na clareira, com borboletas dançando por todo lado. Mas o Zeca, o coelho que mais gostava de pular e rir, estava diferente.

Ele estava sentado num tronco, quietinho, com as orelhas caídas para trás e os olhos perdidos no chão.

A Lila percebeu logo. Ela sempre percebe quando alguém não está bem. Chegou pertinho e perguntou com voz suave: “Zeca, o que aconteceu? Suas orelhas estão murchinhas hoje.”

O Zeca deu um suspiro grande para um coelho tão pequeno. “Eu perdi o meu bonequinho de pano. Aquele que a vovó fez para mim. Procurei em todo lugar.”

O Lobombom, que estava por perto, também se aproximou. Ele pensou em dizer um monte de coisas: “Não fica assim”, “Você vai achar”, “Depois a vovó faz outro”. Mas, olhando para o amigo, sentiu que nenhuma dessas frases ia ajudar agora.

Então a Lila fez uma coisa simples: segurou a patinha do Zeca e sentou do lado dele. O Lobombom sentou do outro lado. E os três ficaram ali, em silêncio, olhando as borboletas.

Depois de um tempo, o Zeca começou a falar. Contou que o bonequinho tinha uma orelha costurada torta e um botão de cada cor nos olhos. Contou que dormia com ele desde bebê. E, enquanto falava, uma lágrima escorreu, e depois outra.

“Tudo bem chorar, Zeca”, disse a Lila. “A gente fica aqui com você.”

O Lobombom passou o braço pelos ombros do amigo. “Quando eu fico triste, eu converso com Deus. Quer orar junto?”

O Zeca fez que sim. E os três oraram baixinho, pedindo que Deus cuidasse do coração dele, e do bonequinho também, onde quer que estivesse.

Aos poucos, o suspiro do Zeca ficou mais leve. A tristeza não tinha ido embora de vez, mas agora ela não pesava só nele. Estava dividida em três.

“Amanhã a gente procura juntos?”, perguntou o Lobombom. O Zeca sorriu, ainda com os olhos molhados. “Juntos.”

Às vezes, o que um amigo mais precisa não é de um monte de conselhos. É de alguém que segure a sua mão e diga: “Eu estou aqui.”

O que essa história ensina

  • Ficar triste faz parte da vida, e tudo bem chorar.
  • Às vezes, a melhor ajuda é ficar junto e ouvir.
  • Tristeza dividida com quem a gente ama fica mais leve, e Deus também ouve o nosso coração.

Para fazer junto

A caixinha das coisas que importam. Peça para seu filho escolher um brinquedo ou objeto muito especial e contar a história dele: quem deu, quando ganhou, por que é importante. Desenhem juntos esse objeto e guardem o desenho numa caixinha. Se um dia ele se perder, a lembrança continua.

Para conversar: “Como você percebe quando um amigo está triste? O que você poderia fazer para ficar do lado dele?”

Dica para os pais

Quando seu filho estiver triste, resista à vontade de resolver na hora ("não chora, depois a gente compra outro"). Sente do lado, nomeie o sentimento ("você está triste porque gostava muito dele") e deixe ele contar. Ouvir já é ajudar.

Versículo

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” Romanos 12:15